domingo, 8 de fevereiro de 2009


A modalidade de aéreos mais antiga que se tem informação é o trapézio (ORFEI, 1996). Parece que foi a partir dela que surgiu a maior parte dos aparelhos empregados nas performances circenses aéreas. Possivelmente existam dezenas de variações de cada uma das modalidades aéreas conhecidas e até mesmo outras que não alcançamos descrever. No entanto, depois de uma exaustiva consulta à literatura, à fontes digitais (Internet) e à especialistas logramos informações sobre as modalidades que detalharemos a seguir.












. 1. Trapézio Fixo Esta modalidade consiste numa barra de ferro de aproximadamente 70 cm suspensa por duas cordas (geralmente nas extremidades ou perto delas), que por sua vez estarão fixas a uma estrutura no alto (fig. 1) (SCHMIDT-SINNS & HERBST, 1997). As cordas são fixadas com uma abertura um pouco maior que a do trapézio, desenhando a figura geométrica de um trapézio, para dar maior estabilidade durante a execução dos truques. Neste aparelho são realizados figuras, truques e quedas individuais e o trapézio permanece estático, ou seja, sem balanço, como podemos observar nas imagens relatadas em Netzker & Turra (1982: 38,39,40,93,94,95)



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2. Trapézio de balançoTrata-se de um aparelho idêntico ao trapézio fixo, porém as acrobacias são realizadas com o trapézio em balanço (ver imagens expostas na obra de Gisela & Winkler, 1997: 41,50). Nele o artista pode realizar, além de alguns dos movimentos típicos do trapézio fixo, outros elementos de quedas (para a posição de flex4 dos pés ou para as mãos, ou para a curva, ou para o cristo, ou mesmo para a posição sentada), piruetas, giros, saltos mortais, dentre outras destrezas. Esta modalidade pode ser praticada por uma única pessoa, ou por duas pessoas simultaneamente, que no caso se denominará trapézio doble5 (duplo em português) em balanço. Por questão de segurança, atualmente esta modalidade é praticada sempre com a utilização de uma lonja6 de segurança ou rede. O trapézio usado para balanço sempre tem pesos nas laterais, para sua estabilidade, e possui, em geral, o cabo de aço como alma, para que suas cordas não permitam qualquer elasticidade.

Trapézio de VôoO trapézio de vôo ou "ao vôo" (ou ainda no Brasil, de vôos), é a modalidade mais tradicional do Circo de Lona e possivelmente a mais difícil e perigosa na execução. É composto por uma estrutura metálica, normalmente quadrada, suspensa, em que estão pendurados: uma banquilha (banquina, segundo Orfei, 1996: 97, ou banquinho em português), de onde partem e chegam os artistas que voam e balançam, além de um trapézio simples e um trapézio para o aparador/porto. Obviamente, existem estruturas mais complexas que permitem o balanço de diversos trapézios simultaneamente (imagem 1) (NETZKER & TURRA, 1982: 243, 244)8. Toda a estrutura pode ser atrelada à cúpula do circo (ou à estrutura do teto do espaço) ou estar suspensa por mastros, mais finos e independentes dos mastros do circo. O trapézio simples é sustentado pelos cabos de aço, e é mais largo (80 cm, em geral). O trapézio do portor também é fixado por cabos de aço, com a parte baixa revestida de carpete, espuma e/ou tecido (pode ser também uma cadeirinha, ou um quadrante em balanço, com canos, ao invés de cabos).


E por ai vaaai....




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